E se algum dia te chamarem de confusão Lembra que há ordem nas estrelas também e que eu, mesmo em silêncio, gritei teu nome bem baixinho, só pra ninguém ouvir mas pra você saber que eu tô aqui quantas luas dormem dentro de um olhar? Quantos segredos cabem num respirar? Você é a pergunta sem resposta que me fez parar de buscar Já não me importa se o mundo não vê ás vezes, o que eu sinto, ninguém vai dizer mas eu sei que você sabe, quase sem querer que eu sinto o mesmo que você tenho andado com os olhos nos detalhes e a alma aberta pra tentar te decifrar você corre como quem busca abrigo num mundo que vive a te julgar falam demais, olham de menos querem consertar o que nasceu perfeito mas eu só vejo estrelas em movimento num céu que ninguém teve o direito e se ninguém entende o que você sente talvez seja porque não sabem sentir mas eu aprendi a escutar o silêncio e ali dentro você começou a existir você não é problema, é poesia fora do compasso um som que só os puros conseguem ouvir ...
Quando a luz apagava no quarto e o vento fazia barulho na janela a gente jurava que tinha um monstro no canto, até ouvir a voz da mãe Tá tudo bem, eu tô aqui. Ela sentava na beira da cama fazia carinho no cabelo e de repente o medo virava sono e o sono virava sonho de um lugar onde tudo era seguro. Teve aquele dia lembra? O pai levou a gente pra ver o mar ou uma cachoeira ou só uma praça cheia de pombos. E a gente pensou Como pode o mundo ser tão bonito assim? Teve o primeiro tombo de bicicleta o joelho ralado e o mundo desabando mas depois veio o sorvete e aquele abraço que curava tudo. Teve a primeira professora com cheiro de giz e perfume doce que ensinava a escrever o nome como se estivesse nos dando o mapa da nossa própria existência. Teve o primeiro beijo meio torto, meio tímido coração acelerado como se o universo inteiro tivesse parado pra assistir. E teve gente que se foi. A vó que fazia café com cheiro de lar o tio engraçado que sumiu da mesa o amigo de infância que viro...
Fui convidado para conhecer a terra do reggae, e então chorei ao ver a dura realidade, onde Gonçalves Dias sonhou com a liberdade, mas a tristeza se esconde em cada esquina o que dirá da minha princesa do sertão, onde nasci, hoje perdida em solidão. Sem autoridades que tragam amor, só sofrimento, um grito sem valor. crianças indo para as escolas em pau de arara, outras indo a pé, pegando poeira na estrada. Por que tanto sofrimento? A vida tão cara, flores que brotam em solo de dor e jornada. As casas de palha, as paredes de barro, reflexo de uma vida em meio ao desamparo. Na terra do bumba meu boi, onde o ritmo ecoa, mas a dor da miséria é que verdadeiramente ressoa. Caminhando com olhares que falam de dor, escolas em ruínas, sem amor nem valor. Futuro incerto, sonhos esmagados, Um grito silencioso em corações cansados. Olhei para aquela criança com olhos de mar, “Estou com muita fome”, me disse em súplica. O coração apertado não soube como agir, um clamor que ecoa e nunca se explica. ...
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