O cálice e a luz.
Sob a sombra de mármore frio,
um homem caminha, sem possuir nada,
mas em seu peito arde um fogo antigo,
que queima as dúvidas e ilumina a estrada.
Não há ouro em seus bolsos vazios,
nem espadas que cortam a carne dos reis,
mas há lâminas vivas em sua palavra,
ferindo ilusões que jazem de pé.
Os deuses cochicham seu nome nas ruas,
os sábios enrugam a testa ao ouvi-lo,
pois onde há certeza, planta perguntas,
e onde há muros, desenha o infinito.
Seus pés descalços pisam em mármore,
mas sua mente caminha entre estrelas,
e cada silêncio que deixa no ar
é um trovão que ecoa na eternidade.
Um cálice repousa, rubro e quieto,
a cidade o observa em silêncio cruel.
Ele sorri como quem vê além
e bebe a verdade que o torna imortal.
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