Quem atirou?
Na boate lotada, a música explodia,
Luzes dançavam, a noite fervia.
Entre copos e risadas, uma tensão surgiu,
Um grito ecoou, e o caos se expandiu.
Brigas começaram, insultos no ar,
Garrafas voando, era tudo a brigar.
O garçom corria, tentando mediar,
Quando de repente, o tiro foi disparar.
O policial, tentando a paz restaurar,
Atirou no ar, tentando acalmar.
Mas algo deu errado, o destino foi cruel,
E o garçom caiu, num silêncio de fel.
A polícia chegou, a cena era um horror,
O garçom no chão, no peito, uma flor de dor.
Três estavam armados, o policial também,
De onde veio o tiro? Quem matou o refém?
O mistério pairava, ninguém sabia,
Os suspeitos tremiam, a verdade fugia.
Armas erguidas, olhares em choque,
Quem puxou o gatilho naquele enfoque?
Mas no canto sombrio, uma figura surgiu,
A esposa do garçom, que ninguém viu.
Escondida nas sombras, sem ser percebida,
Ela trazia a verdade, que estava perdida.
“Fui eu quem o matou,” ela confessou,
E todos se voltaram, o chão tremeu.
“Ele me traiu, com outra se envolveu,
E no momento exato, minha raiva o venceu.”
A briga, o barulho, tudo disfarçou,
No meio da confusão, ela se escondeu.
E o disparo mortal, ninguém suspeitou,
Foi ela quem, no fim, o crime executou.
O mistério desfeito, a verdade cruel,
O amor traído, num destino infiel.
O garçom caiu, não pelas brigas da festa,
Mas pela mão de quem ele amava, em sua última fresta.
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