A geometria dos mistério.
Foi na esquina do tempo que seu rastro nasceu,
ou talvez fosse no ontem, que nunca aconteceu.
Um sorriso? Um cometa? Ou miragem do chão?
Seu olhar, um labirinto sem mapa ou direção.
Chovia, ou fazia sol quando meu peito flutuou?
Era o ar que tremia, ou foi você quem soprou?
Seus passos eram notas ou ecos de um abismo?
Ou seriam constelações no caos do meu abismo? Era flor ou espelho, o brilho em sua pele nua? Ou seria um eclipse, roubando luz da lua? No silêncio, ouvi gritos — mas eram melodias, ou seriam só memórias de antigas utopias? Seu rosto: um enigma, ou poesia em mosaico? Uma resposta ou pergunta, num universo caótico? E a voz, que me envolveu como o mar na areia, era cântico ou tormenta, traçando minha cadeia? Mas agora me pergunto, no fio da razão: Foi você quem me achou, ou fui eu a invenção? Pois amar você é isso: ser perdido e encontrado, ser o ponto sem início e o infinito traçado.
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