A sombra perigosa

No labirinto das palavras não ditas,  
onde a luz se oculta em sombras malditas,  
cantos de almas que sonham e gritam,  
mas muitos ouvidos, surdos, se agitam.  
Poetas dançam nas cordas do silêncio,  
tecem esperança em meio ao desconcerto,  
mas o olhar cego não vê o encanto,  
e o brilho da arte se torna quebranto.  
Ah, como é triste ser incompreendido,  
como um quadro que fica esquecido.  
Palavras lançadas como pássaros ao céu,  
buscando abrigo em um coração fiel.  
Entre risos e lágrimas, a luta é constante,  
o artista caminha, sempre hesitante.  
E quando a crítica vem como uma tempestade,  
é difícil manter a serenidade.  
Mas entre as dores e as críticas vazias,  
renasce a chama das novas poesias.  
Cada verso é um grito de liberdade,  
um eco profundo da própria verdade.  
Na penumbra da noite que nunca termina,  
a alma se agita em busca de rima.  
E os sonhos adormecidos clamam por vida,  
esperando o despertar da voz esquecida.  
A arte é feita para quem sabe sentir,  
para os que amam e sabem existir.  
E mesmo quando o mundo parece tão duro,  
cada verso escrito é um passo seguro.  
Quantas noites perdidas em devaneios,  
onde os sentimentos se tornam meios?  
Meios de expressar o que arde no peito,  
a angústia calada, um amor feito jeito.  
Nos palcos da vida onde poucos entram,  
os artistas lutam enquanto outros se ausentam;  
mas mesmo na dor há beleza escondida,  
um poema emergindo da ferida.  
E quando as estrelas parecem distantes,  
e os sonhos se tornam vozes errantes,  
é preciso lembrar que há força na fragilidade;  
que cada lágrima traz uma nova claridade.  
Então continue a sonhar e a criar,  
pois só quem ama pode realmente voar.  
E quando a noite parecer sem fim,  
lembre-se: sua luz brilha dentro de mim.  
Pois há quem entende o valor do sentir;  
quem vê na arte um motivo para existir.  
E mesmo que muitos não saibam apreciar,  
sua voz ressoará no ar como um mar.
Siga firme na trilha do seu coração;  
cada poema é uma nova.

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