Lágrimas secas.

No coração da noite vazia,  
Onde o eco da esperança se perde,  
Caminhos solitários à deriva,  
Um sussurro de saudade que se encerra.
Sombras dançam entre as paredes,  
Memórias de risos, agora, dor,  
O tempo se esvai, como o sonho,  
E a alma, um barco sem leme, sem amor.
As folhas, testemunhas do seu passo,  
Caem lentas, como lágrimas secas,  
O vento, cúmplice desse embaraço,  
Sopra histórias, mas nunca as recupera.
Vazio profundo, abismo sem fim,  
A vida, um retrato desbotado,  
Caminhos cruzados que não se encontram,  
E um grito mudo, angustiado.
Em cada esquina, um pedaço de mim,  
Um fragmento que o tempo não levou,  
Mas a vida avança, sem olhar pra trás,  
E o abandono é um fardo que não se terminou.
Assim sigo, na penumbra do ser,  
Buscando vestígios de luz entre as sombras,  
Mas o abandono total é meu lar,  
E na solidão, a tristeza me nombra.
ADAILSON PEREIRA SALES

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