Lamento do coração
No espelho da alma, onde o tempo se desdobra,
Teu amor era um farol, mas eu não vi a obra.
Como um barco à deriva, perdida em mar profundo,
Naveguei em águas frias, sem saber amar o mundo.
Teus olhos eram luas que iluminavam meu ser,
E eu, cega na bruma, deixei o amor perecer.
Agora o eco da dor ressoa em meu peito,
Um lamento silencioso que grita em desfeito.
Como uma flor que murcha sob a sombra do outono,
Teu riso se esvai e eu me sinto tão tristonha.
A vida é um livro com páginas rasgadas,
Escrevi versos tristes com letras apagadas.
Cada instante contigo foi um tesouro escondido,
Mas dancei nas sombras e perdi o sentido.
Lembro do cheiro da chuva e do calor do teu olhar,
Em cada memória guardada, um desejo de voltar.
Se eu pudesse voltar no tempo e mudar a história,
Diria ao universo: “Tu és minha glória!”
Mas o destino é cruel e o amor se desfaz,
E as estrelas no céu choram por nós em paz.
Em cada lágrima caída, um grito de saudade,
Um amor tão profundo na mais triste realidade.
A cada batida do meu coração ferido,
Sinto o peso da culpa por tudo que não foi vivido.
Se ainda houver tempo para um último suspiro,
Que seja entre os versos de um amor que eu admiro.
Mas agora a sombra se aproxima sem temor;
E eu me perco no silêncio do meu próprio horror.
Assim me declaro entre lágrimas e dor:
Reconhecendo em ti a essência do amor.
“Eu não soube amar”, ecoa em minha mente;
Um homem tão raro… e eu deixei-o ausente.
Que as metáforas guardem meu eterno pesar:
Um amor tão precioso… e eu não soube amar.
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