Fragmentos
No labirinto das horas, um astrolábio quebrado, ecos de um amor, um espectro entre os lados. Musa de um eclipse, que ora se fez luz, sorriso como a aurora, ofuscando a cruz. Mas o destino, artífice de teias finas, desfiou a trama com lâminas divinas.
Despertar em sonetos, um murmúrio sombrio, promessas desenhadas em um silêncio vazio. Rios de estrofes, agora em desvelos, trovões distantes, ensurdecem os anelos. Nos braços de outrem, seus sonhos se ocultam, eu navego em mares onde os ecos se exultam. Letras, como constelações, se perderam no abismo, matemáticas de dores, traçam o cisma. A filosofia dança, mas sou sombra errante, viajante das brumas, no labirinto distante. E agora, quem sou eu, sem versos ou canções? Um navio à deriva, sem bússola ou razões. Na névoa da ausência, meu ser se desfez, Restam fragmentos de um amor que não fez.
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