Entre estrelas e silêncios
No ocaso da existência, onde sombras se entrelaçam em danças etéreas, um jovem sonhador, com a alma suspensa em abismos de balança. Ela era orvalho matutino em folhas de outono desgastadas pelo tempo, e ele um viajante perdido nas neblinas do efêmero trono. Corações como cometas, cruzando firmamentos fragmentados,
Ele a percebia distante, em sussurros do vento errante e descompassado. Um labirinto de estrelas onde o amor se disfarça em vestes de lamento, E ele, um alquimista das sombras, busca a essência que escapa ao momento. Os olhos dela são constelações em noites sem fim de opacidade pura, reflexos de promessas esquecidas em murmúrios de marfim que perdura. Mas as palavras tornaram-se ecos em cavernas de memórias esquecidas, e os sonhos se desvanecem como brumas contidas nas feridas. Entre pétalas de rosas que nunca foram ofertadas em rituais profanos, ele cultivava esperanças em horas desordenadas como planos insanos. Um amor como miragem em desertos de areia movediça e ilusória, onde a brisa difusa leva a fragância da ideia à penumbra da história. E assim ele persistia como o rio à margem do mar em tempestade voraz, desafiando as correntes que tentavam calar seu clamor audaz. Sem saber que o amor é um enigma profundo e sutilmente cruel, Um verso perdido na eternidade do perfil sob um céu infiel. Ao final do caminho entre sombras densas e luzes opacas como neblina, restará apenas a lembrança das marcas na pele da rotina. Pois mesmo sem encontros ou silêncios trocados no espaço vazio, o amor é eternidade nos corações apagados no eterno desafio.
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